O Setor Comercial Sul virou a cena mais viva de Brasília
Roda de samba na rua, bar barato, ocupação de prédio vazio e público misturado. Como o centro que o Plano esqueceu voltou ao mapa.

Foto: Davi Nicoletto/Pexels
Por décadas o Setor Comercial Sul foi descrito com as mesmas duas palavras: esvaziado e perigoso. O diagnóstico tinha base — prédios comerciais que se esvaziavam às 18h, galerias fechadas, calçada sem ninguém. O que mudou é que alguém resolveu ocupar esse vazio com música.
Como a virada aconteceu
Começou com roda de samba de rua, no fim da tarde, com chapéu passando. Depois vieram os bares que abriram nas galerias, as ocupações culturais em andares vazios e o público que descobriu uma coisa rara em Brasília: um lugar onde se anda a pé de um programa para o outro.
O que se encontra hoje
- Roda de samba ao ar livre, com dia fixo na semana e entrada por contribuição.
- Bares de galeria com preço muito abaixo do Plano.
- Shows de hip hop, rap e cena autoral do DF em casas pequenas.
- Feiras de artista independente e ocupações temporárias em prédios comerciais.
O centro não foi revitalizado por obra. Foi por gente.O que se ouve de quem frequenta desde o começo
Indo com juízo
- Prefira dia de programação: rua cheia é rua segura.
- Vá de transporte por aplicativo ou combine carona — estacionamento é escasso e mal iluminado.
- Leve pouco: celular no bolso da frente, cartão e documento, nada mais.
- Acompanhe a programação nas redes dos coletivos, que muda de endereço com frequência.


