Concerto grátis na UnB mostra a China escondida nas igrejas coloniais do Brasil
O 4º FIMA toca na Casa do Professor, na UnB, terça (3/11), às 19h, de graça: música barroca, obras inéditas de André Mehmari e um telão com prédios coloniais.

Foto: David Schou/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Terça-feira à noite, 3 de novembro, tem concerto de graça dentro da UnB, e não é daqueles em que você só fica olhando o palco. O 4º FIMA (Festival Interativo de Música e Arquitetura) ocupa a Casa do Professor, no campus Darcy Ribeiro, às 19h, com música barroca tocada em instrumentos de época e um telão mostrando prédios que a maioria de nós passa batido.
O fio da noite é a China que entrou no Brasil colonial. As chamadas "chinesices" são motivos decorativos chineses que artistas locais reinterpretaram e espalharam por igrejas e acervos de Minas, São Paulo, Bahia e Rio. Entre uma peça e outra, o telão exibe esses prédios e vídeos de especialistas, como a historiadora Kamila Czepula e o arquiteto Raul Pereira.
O que você vai ouvir
O programa abre e fecha com duas obras novas, "Chinoiserie I" e "Chinoiserie II", que o festival encomendou ao pianista André Mehmari. No meio, minuetos portugueses do século 18, uma sonata de Teodorico Pedrini, trechos da "Missa em Dó" de André da Silva Gomes e uma cantata anônima escrita na Bahia em 1759.
Quem conhece "Turandot" vai reconhecer a ária "Là, sui monti dell'Est", de Puccini, que usa a melodia chinesa "Flor de Jasmim". Também entram peças do jesuíta Joseph-Marie Amiot, que transcreveu música da corte chinesa, e de Sigismund von Neukomm, escritas no Rio de Janeiro em 1821.
No palco estão Laura Ronai (flauta transversal barroca), Daniel Guedes (violino), João Guilherme Figueiredo de Miranda (violoncelo barroco) e Bruno Procopio, que toca cravo e dirige a música. A soprano Yu Xi e a mezzo-soprano Carolina Faria cantam.
Queremos que o público não apenas ouça essa história, mas também a enxergue.Pablo Castellar, diretor artístico do FIMA
Vale ir?
Se você curte música antiga, a noite junta flauta, violino e violoncelo barrocos com cravo, e sem pagar. Se não é o seu gênero, o telão ajuda: a parte visual dá contexto para quem chega sem saber nada de barroco. O festival também homenageia o arquiteto chinês Kongjian Yu, morto em 2025, criador do conceito de "cidades-esponja".
As fontes não falam em retirada de ingresso nem em inscrição. Como a entrada é livre, chegar com antecedência é o jeito mais seguro de pegar lugar, e vale conferir os canais do festival antes de sair de casa. Brasília é a terceira parada de uma rota que passou por São Luís (29/10) e Belo Horizonte (1º/11).
- Quando
- terça-feira, 3/11, às 19h
- Onde
- Casa do Professor, campus Darcy Ribeiro, UnB, Asa Norte
- Quanto
- grátis, entrada livre
- Evento
- 4º Festival Interativo de Música e Arquitetura (FIMA)


