Exposição de Camilla Siren ocupa a 508 Sul até 6 de dezembro
Mais de 60 obras da grafiteira brasiliense, entre spray, bordado e escultura, ficam na Galeria Rubem Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo, de terça a domingo.

Foto: Lou Fernando/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Se você curte os murais coloridos que aparecem pelas paredes do DF, vale reservar uma tarde na 508 Sul. A grafiteira Camilla Siren levou o trabalho para dentro da Galeria Rubem Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo, com a exposição Fantasia Concreta. Ela abriu em 15 de outubro e fica até 6 de dezembro, de terça a domingo, das 10h às 20h.
São mais de 60 obras. Tem pintura com spray, a base do trabalho dela, mas também tela em acrílico, peça bordada e escultura, segundo o Correio Braziliense.
Dá para ver de perto como o traço de rua muda de escala quando vai para a parede branca de uma galeria. Na rua, o painel precisa conversar com a arquitetura e com o movimento da cidade. Lá dentro, as telas ficam juntas e a artista consegue contar uma narrativa mais íntima. Camilla enxerga nessa vizinhança uma unidade que o muro isolado raramente mostra.
Camilla conta que usou a exposição para trabalhar o lado lúdico da própria obra. As referências vêm da infância, dos contos de fadas e dos sonhos. Cor e composição sempre tiveram um quê de fantasia nas telas dela. Aqui isso é o assunto. Mostra para olhar devagar, sem pressa de passar de uma sala para outra.
As telas não estão soltas. Camilla organizou tudo em três séries, que ela trata como capítulos. A primeira, Realismo Mágico, parte de cenas do dia a dia, com ar de infância e memória. A segunda, Contos Fantásticos, apresenta personagens de uma mitologia inventada por ela. A terceira, Devaneios, é a mais abstrata e usa as cores para falar de amor, alegria e pertencimento.
O bordado é o detalhe que foge do esperado numa grafiteira. Ela explorou a técnica na pandemia, deixou de lado quando voltou aos murais e agora a trouxe de volta, bordando por cima de pinturas em tecido. Na descrição dela, é uma técnica bonita e "quase ancestral".
Para quem tem deficiência visual
A organização prevê audiodescrição por QR Code nas obras e atendimento a pessoas com deficiência visual, mediante agendamento. Segundo o Jornal de Brasília, também pode haver intérprete de Libras, conforme a demanda. Se for precisar, combine antes com o espaço.
A exposição é resultado de um projeto apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF). Camilla pinta desde 2014 e já ganhou o Prêmio Cultura Brasília 60.
- Quando
- até 6/12, de terça a domingo, das 10h às 20h
- Onde
- Galeria Rubem Valentim, Espaço Cultural Renato Russo, 508 Sul
- Quanto
- não informado nas reportagens; confirme com o espaço
- Fonte
- Correio Braziliense (16/10) e Jornal de Brasília (07/10)


