Epohéma: cocares de Daisy Tupinambá chegam ao Memorial Indígena
Exposição da multiartista Daisy Kosttà Tupinambá tem abertura prevista para 4 de novembro no Memorial dos Povos Indígenas, com 30 obras e dez peças novas inspiradas no Cerrado.

Foto: Cayambe/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O Memorial dos Povos Indígenas, no Eixo Monumental, recebe a exposição Epohéma Territórios, da multiartista Daisy Kosttà Tupinambá. A abertura está prevista para 4 de novembro de 2026. São 30 obras da mostra original, apresentada no Rio de Janeiro em 2025, e dez criações novas feitas com referências do Cerrado.
- Quando
- Abertura prevista para 4 de novembro de 2026
- Onde
- Memorial dos Povos Indígenas, Eixo Monumental, Brasília
- Quanto
- Visitação gratuita, segundo o cartaz de divulgação
- Horário
- Segundo a assessoria, segue os horários oficiais do Memorial
- Contato
- expo.epohema@gmail.com
O que você vai ver?
As peças partem da estética dos cocares indígenas e viram obras autorais. A base é tecido de juta, com plumagens, fibras, sementes, pigmentos, materiais orgânicos e reutilizados. Cada criação é única. Em Brasília, a novidade são as dez obras pensadas a partir do Cerrado, em diálogo com a ancestralidade amazônica de onde a artista vem.
Epohéma nasceu em 2025 como Epohéma, Renascimento e Ancestralidade, em cartaz de 4 de abril a 30 de maio no Centro Cultural Municipal Calouste Gulbenkian, no Rio. Segundo a assessoria, a primeira montagem foi feita sem apoio governamental, só com doações. Agora o projeto vira itinerante: em cada capital, mantém as 30 obras e ganha dez peças ligadas ao território que recebe a mostra.

Memorial dos Povos Indígenas, no Eixo Monumental. Foto: Cayambe / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Quem é Daisy Kosttà Tupinambá?
Daisy é do povo Tupinambá, originária de Abade, no município de Curuçá, no Pará. É Cunhã-Poranga Tupinambá, jornalista, atriz e produtora cultural. Sua trajetória junta arte, comunicação e audiovisual, sempre com foco nas culturas originárias e no protagonismo indígena na criação.
Nós resistiremos até que verdadeiramente sejamos lembrados!Daisy Kosttà Tupinambá
Depois de Brasília, a mostra deve seguir para São Paulo, com participação na primeira Virada Cultural Indígena, em dezembro de 2026.
Se você gosta de arte contemporânea com raiz, vale guardar a data. É uma oportunidade de ver de perto como uma artista indígena transforma a memória do seu povo em obra nova, num espaço dedicado aos povos originários.
Informações repassadas à redação pela assessoria.


